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Actividades paralelas

La siguiente es una reproducción del cuestionario realizado por DUPLUS, para el Encuentro de Proyectos de Gestión Independiente, 2003.

 Trama (arg) - ESP
 Duplus (arg) - ESP
 La Rebeca (col) - ESP
 Capacete (bra) - POR
 Galería Metropolitana (chi) - ESP
 Hoffmann's House (chi) - ESP
 Planet 22 (swi) - ENG
 Freewaves (usa) - ENG
 Message Salon (swi) - ENG

 
 


Respuestas al cuestionario
PROYECTO DE GESTION INDEPENDIENTE. APROXIMACIONES AL CONCEPTO

CAPACETE

¿Cómo define cada proyecto su carácter independiente? ¿Independencia respecto de qué intereses? ¿Qué objetivos supone este carácter? ¿Qué libertades? ¿Qué modos particulares de gestión implica cada iniciativa? ¿Hay innovación en este aspecto?

Helmut Batista: Acredito que cada espaço independente, alternativo, tem sua logica própria de funcionamento que depende de inúmeras variáveis, tais como; situação politica e historica, localização geográfica e situação social, entre outras. Independencia e uma palavra muito perigosa e muitas vezes utilizado de modo inadequado e não condizente com a real situação. O espaço CAPACETE, que inaugurou em 98 num apartamento particular, tinha sua independência devido a esta pequena situaçao politico-social. Independência porém limitada pois dependia da situação dos outros moradores que acabaram por expulsar o CAPACETE. O carater de independência existe somente em forma passageira, em situações particulares e temporais. Portanto acredito que independência e um estatuto que se conquista e não se adiquiri desde início como uma proposta. Não posso considerar me independente so pelo fato de existir de modo que nao seja categorizado no circuito estabelecido. Independência e imposta por mecanismos de atitude e continuidade. A liberdade que daí surge, nada mais é que uma reflexão ao próprio modus operandi, isto é; liberdade não existe sem seu próprio meio em qual se insere e do qual tenta criar sua independência.

Após dois anos de apartamento, o CAPACETe convidou outros artistas a inaugurarem um novo espaço num bairro classe media/baixa chamada Lapa (espaço AGORA/CAPACETE). Para operar criou-se um sistema muito parecido a das Kunsthallen na Alemanha, onde existem sócios financiadores que em contrapartida recebem edições de artistas. Desde modo conseguimos lançar-nos em projetos com mais intensidade e continuidade. A inovação e somente local pois este tipo de atitude filantrópica, no Brasil, é praticamente inexistente.

ESPACIOS INDEPENDIENTES Y NUEVAS FORMAS DISCURSIVAS

¿Qué vínculo existe entre la constitución de estos proyectos independientes y la aparición de nuevas formas discursivas en el campo artístico, político, social, etc.? Desde esta perspectiva, ¿cómo afecta el contexto a cada iniciativa?

Helmut Batista: Para falar em novas formas discurssivas, acredito que preciso esperar ainda alguns anos, pois os 5 anos de existência são pouco para fazer uma analise de desenvolvimento que gere real discusão. Acredito que discurso só existe uma vez que a ação a precede de modo real e contínuo. O fato de não existirem outros espaços “independentes” atuando com continuidade impede, por outro lado, o mesmo discurso; pois não ha nada pior que a falta de diálogo por falta de propostas atuantes e semelhantes. O discurso se torno introspectivo e politicamente insustentável.

PROPUESTAS CURATORIALES

¿Qué se entiende por curaduría? ¿La práctica curatorial adquiere una orientación precisa --un modelo estable- en cada proyecto de gestión? ¿Desarrollaron experiencias curatoriales compartidas? ¿Realizan proyectos curatoriales multidisciplinares o interdisciplinares? En este sentido, nuevamente, ¿cómo conceptualiza cada espacio la figura del arte?

Helmut Batista: No caso de CAPACETE, a curadoria é um processo adquirido pela contínua atividade. O começo se desenha pela simples atitude de querer produzir projetos que de outro modo não poderiam existir pela falta de estrutura e interesse dos outros mecanismos de produção (galerias, museus e instituições). A continuidade e presença obriga a situação a atuar de forma mais precisa e exige uma definição que chamamos de curadoria. O CAPACETE até ha dois anos atrás, não havia feito projetos que se definem com curadorias, pois os projetos realizados nada mais eram que propostas que passam por canais de interesse pessoal com reflexão ao meu próprio trajeto como artista. Desde 2001 com a participação junto ao Festival de Cinema, o CAPACETE tem tido esta função de organizador e curador pois estava aquí se inserindo em outro organismo cultural que já existia há muito tempo. A exigência que esta situação impõem, me leva a crer que podemos definir a atuação de certos projetos como “curadorias” pois implicam na responsabilidade de um trajeto precorrido que necessita de discurso que transcende as próprias obras em questionamento. Desde então, o CAPACETE vem atuando e buscando parcerias curatoriais em diversas formas, seja esta com o próprio festival, a escola de cinema Darcy Ribeiro onde tem um espaço físico de mostra, ou com convites a outros curadores. A multidisciplinaridade e interdiscplinaridade é um resultado automático disto..

PODER, POLITICA, PUBLICO

¿Cómo entiende cada proyecto de gestión los conceptos de “poder” y “política”? ¿Qué postura asume en la relación centro-periferia (concepto en sentido amplio)? ¿Es sostenible este modelo binario? ¿Se inauguran alternativas políticas con la constitución de un proyecto de gestión? ¿Cómo se relaciona cada uno con el orden social? ¿Cómo se describe en cada caso ese orden social? ¿Qué idea se tiene del rol y las características del público?

Helmut Batista: Acredito que o conceito de poder e de política se cria através da sua inserção da continuidade. Através de sua atividade contínua que podemos realmente definir sua intensidade política e atravís desta sua concepção de poder. Não acredito que possamos definir-nos antes de uma prática. A própria prática ha de definir este conceito. Fica claro que entendo nosso objetivo como espaço destinto a este conceito. Acredito que através destas mesmas premissas basicas (da continuidade) criamos também um diálogo centro-periferia, uma vez que qualquer atuação neste sentido da produção cultural independente gere mecanismos dependentes desta mesma periferia. O diálogo que daí emerge e para nos ainda muito virgem e arcedito que ele possa se tornar mais intenso com estratégias bem direcionadas. Acho que fica dificil definir nossa atuação politico/social visto do nosso próprio prisma.

A cidade do Rio de Janeiro vive um momento onde definiçao politica e social está em plena disolução. Atuar como espaço independente num ambiente tão complexo e apolítico é um afronto a si próprio.

FINANCIACION

¿Cómo articula cada proyecto de gestión, en lo que respecta a la financiación, la relación con el poder económico y político (empresas, instituciones culturales públicas o privadas, galerías, coleccionismo, gobierno, etc.)? ¿Cómo se elaboran ideológicamente estas relaciones?

Helmut Batista: O espaço CAPACETE passou por diversas transformações nos seus 5 anos de existência. Do apartamento que durou dois anos ate o espaço dentro da escola de cinema Darcy Ribeiro no centro do Rio de Janeiro que ocupa agora, foram ao todo 4 situações de localizaçoes diferentes. A própria história do CAPACETE acaba por influenciar a sequência destes fatores. Nosso primerio mecanismo de sustento financeiro (ainda como espaço Agora/CAPACETE) foi através de sócios investidores que através de mensalidades em troca de edições de artistas possibilitaram a viabilização de um orçamanto mínimo para a existência de sua programação. Após isto, e com a separação do AGORA/CAPACETE, o CAPACETE se projeta para a colaboração com diversas outras entidades e organismos (festival de cinema e escola de cinema Darcy Ribeiro). Em 2002 o CAPACETE recebe uma bolsa da fundação canadense Daniel Langlois para o produção de eventos no ano de 2003. Ate então o CAPACETE nunca vendeu uma obra e nem pretende seguir este caminho comercial pois acredita que isto possa inviabelizar sua atividade como organismo sem fins lucrativos. Sua atividade em relação a outras galerias e instituições e de colaboração para diversos eventos ligados diretamente aos artistas envolvidos. O CAPACETE se intende como instigador do trabalho do artista e pretende funcionar como um agenciador de certas formas de linguagens artísticas.

PRODUCCIÓN ARTÍSTICA Y MODOS DE CIRCULACIÓN GLOBALES

¿Cómo se organiza teóricamente y cómo acciona cada proyecto de gestión respecto de la producción artística y los modos de circulación globales? ¿Qué propuestas críticas se elaboran? ¿Qué objetivos se persiguen en el intercambio / colaboración con artistas e instituciones de otros países? ¿Se fomenta la inserción de la producción local en un ámbito global? ¿En qué sentido? ¿Qué sentido tiene?

Helmut Batista: Desde o início o CAPACETE incentivou o intercâmbio com artistas de outros paises. Sua agenda de produção e praticamente equilibrada entre artistas nacionais (jovens) e artistas internacionais. Acredito que esta agenda internacional seja um caminho necessário e enriquecedor para quebrar o gelo de um discurso muito auto-centrado como se tem observado na cidade do Rio de Janeiro. Para manter a agenda internacional colaboramos com diversas entidades, galerias e instituiçoes internacionais que viabelizam as produções. Desde 2000 abrimos também uma residência de artista em conjunto com o governo francés, e desde 2003 em conjunto com a organização finlândesa HIAP, que permite a artistas internacionais receberem bolsas para projetos no Rio de Janeiro. Outra atuação em forma de intercâmbio sao bolsas para artistas que conseguimos desenvolver com outras organizações sendo a GASWORKS de Londres a mais recente. Nesta colaboração serao produzidos 5 catálogos de artistas e 3 bolsas para londres e 2 para artistas ingleses aquí no Rio de Janeiro.

ARTE CONTEMPORANEO E HISTORIA

¿Cómo interactúa cada proyecto de gestión con la tradición artística del contexto en el que se desarrolla? ¿Cómo interactúa con la tradición del arte contemporáneo internacional (europeo-estadounidense) y global (mundo descentrado)? ¿Qué se entiende, en cada caso, por tradición artística? ¿Existe tal tradición? ¿Se propone una revisión de las tradiciones establecidas?

Helmut Batista: Este e uma discussão a ser desenvolvida por historiadores e críticos de arte. Não acredito muito em tradiçao artística num mundo globalizado. Muito pelo contrário, acho extremamente perigoso falar em tradição artística pois cria uma discusão auto-centrada que não se relaciona com nossa era de movimento de massas, etc.

CONTEXTO LOCAL

¿Cuál es la situación actual de la producción artística local? ¿Cuál es el compromiso de los artistas en el sostenimiento y desarrollo de cada proyecto de gestión? ¿Existen redes de convenios locales no financieros, entre proyectos de gestión afines? ¿Con otras instituciones? ¿Con el Estado? ¿Qué consecuencias trajo la colaboración con otras instituciones?

Helmut Batista: A situação artistica do Rio de Janeiro e muito instigante e rica. A cidade do Rio de Janeiro com sua peculiar situação socio-geográfica e uma fonte sem fim para projetos e questionamentos sobre cultura contemporânea. Dentro do contexto do espaço, tentamos incentivar que o artista participe o mais possível de todo o processo de produção. É claro que isto muda muito de projeto em projeto e de artista em artista. Ha alguns anos tem tido muita iniciativas em desenvolver diversos projetos em ambitos alternativos porém sem durabilidade, tornando tudo muito efêmero e sem uma real construção de memória. Isto tem provocado um sistema muito frágil e desorganizado criando vacuos nos diversos níveis de produção, seja a nível institucional ou privado.

POLITICAS DE PRENSA Y DIFUSION

¿Cuáles son los canales usuales de difusión de sus actividades? ¿Cómo es la situación de la prensa artística local? ¿Hay medios especializados?
¿Desarrollaron experiencias no usuales para la difusión de las actividades? ¿Cuál fue el resultado? La dinámica propia de un proyecto de gestión independiente, e incluso la incursión en nuevas áreas de trabajo, ¿son enunciados políticos que se hacen públicos mediante una estrategia de prensa, o simplemente se deducen por la difusión de las actividades que representan estas nuevas direcciones?


Helmut Batista: O CAPACETE não tem tido muita reação das mídias locais. Talvez por falta de uma estratégia direcionada ou talvez também por não acreditar que a mídia atual e existente convém as intenções de sua própria atuação. Acredito que e de extrema importância que a mídia so e benéfico se ela mesmo tiver um conceito e editores que entendam realmente nossa pretensao. A mídia por ela mesmo pode ter, deste ponto de vista, um lado muito mais destruitivo que produtivo. Utilizamos nossa mala direta email como vehiculo de divulgação, não so por seu custo baixo mas também pela sua facil manutenção.

DESARROLLO EDITORIAL

¿Existe una política de desarrollo editorial? Para cada muestra o actividad, ¿se genera un contenido teórico? ¿Se publica? ¿Cada muestra es acompañada de un texto crítico? ¿Qué áreas del pensamiento intervienen en estos textos? ¿El público en general accede a estos textos?

Helmut Batista: Desde o começo o CAPACETE produziu impressos que traziam entrevistas com os artistas em questão. Esta iniciativa permanece ate hoje. Com a separação do espaço AGORA, o CAPACETE lança seu jornal PLANETA CAPACETE que e uma publicação trimestral e gratuita distribuída em todo o país. Este jornal possibilita uma divulgação de outras temáticas mais abrangentes e envolve outros artistas, críticos na sua elaboração. O próprio jornal e um vehículo de experimentação editorial pois cada número e desenhado e concebido por um artista convidado.

FIGURAS JURIDICAS

¿Los proyectos de gestión están encuadrados dentro de una figura jurídica? ¿Es necesario? ¿Cumplen con los requisitos legales que implica ser parte de una figura asociativa determinada? ¿Trajo algún beneficio especial estar encuadrado en esa figura? ¿Los artistas forman parte de esta asociación? ¿Y el público? ¿Los proyectos de gestión son asociaciones sin fines de lucro o asociaciones comerciales?

Helmut Batista: Até então o CAPACETE era um organsimo sem pessoa jurídica. Desde julho 2003 passa a ser um organismo sem fins lucrativos devido a necessidade de trabalhar com outras instituições sem fins lucrativas. Para seu futuro isto se tornou imprecindível.

SEDE FISICA

¿Los proyectos de gestión ocupan espacios físicos a la calle? ¿Esto implica mayor visibilidad? ¿Tienen un horario restringido? ¿Es de acceso libre y gratuito? ¿Es aconsejable que el público no abone una entrada?

Helmut Batista: Desde o começo o CAPACETE ocupou diversos locais, tanto como sede fixa como para projetos específicos de artistas. Desde 2003 ele ocupa uma sede dentro da escola de cinema Darcy Ribeiro que lhe foi sedida gratuitamente o que facilita o gerenciamento financeiro. A questão da sede fixa vem tornando-se muito necessária, pois após 5 anos de produçao fica claro que o material adiquirido e produzido so pode se tornar mais acessível ao público maior se houver um acesso físico melhor e mais regularizado. Para tal temos horário e uma programação com continuidade.