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Respuestas al cuestionario
PROYECTO DE GESTION INDEPENDIENTE.
APROXIMACIONES AL CONCEPTO
CAPACETE
¿Cómo
define cada proyecto su carácter
independiente? ¿Independencia
respecto de qué intereses?
¿Qué objetivos
supone este carácter?
¿Qué libertades?
¿Qué modos particulares
de gestión implica
cada iniciativa? ¿Hay
innovación en este
aspecto?
Helmut Batista: Acredito
que cada espaço independente,
alternativo, tem sua logica
própria de funcionamento
que depende de inúmeras
variáveis, tais como;
situação politica
e historica, localização
geográfica e situação
social, entre outras. Independencia
e uma palavra muito perigosa
e muitas vezes utilizado de
modo inadequado e não
condizente com a real situação.
O espaço CAPACETE,
que inaugurou em 98 num apartamento
particular, tinha sua independência
devido a esta pequena situaçao
politico-social. Independência
porém limitada pois
dependia da situação
dos outros moradores que acabaram
por expulsar o CAPACETE. O
carater de independência
existe somente em forma passageira,
em situações
particulares e temporais.
Portanto acredito que independência
e um estatuto que se conquista
e não se adiquiri desde
início como uma proposta.
Não posso considerar
me independente so pelo fato
de existir de modo que nao
seja categorizado no circuito
estabelecido. Independência
e imposta por mecanismos de
atitude e continuidade. A
liberdade que daí surge,
nada mais é que uma
reflexão ao próprio
modus operandi, isto é;
liberdade não existe
sem seu próprio meio
em qual se insere e do qual
tenta criar sua independência.
Após dois anos de
apartamento, o CAPACETe convidou
outros artistas a inaugurarem
um novo espaço num
bairro classe media/baixa
chamada Lapa (espaço
AGORA/CAPACETE). Para operar
criou-se um sistema muito
parecido a das Kunsthallen
na Alemanha, onde existem
sócios financiadores
que em contrapartida recebem
edições de artistas.
Desde modo conseguimos lançar-nos
em projetos com mais intensidade
e continuidade. A inovação
e somente local pois este
tipo de atitude filantrópica,
no Brasil, é praticamente
inexistente.
ESPACIOS INDEPENDIENTES Y
NUEVAS FORMAS DISCURSIVAS
¿Qué vínculo
existe entre la constitución
de estos proyectos independientes
y la aparición de nuevas
formas discursivas en el campo
artístico, político,
social, etc.? Desde esta perspectiva,
¿cómo afecta
el contexto a cada iniciativa?
Helmut Batista: Para falar
em novas formas discurssivas,
acredito que preciso esperar
ainda alguns anos, pois os
5 anos de existência
são pouco para fazer
uma analise de desenvolvimento
que gere real discusão.
Acredito que discurso só
existe uma vez que a ação
a precede de modo real e contínuo.
O fato de não existirem
outros espaços “independentes”
atuando com continuidade impede,
por outro lado, o mesmo discurso;
pois não ha nada pior
que a falta de diálogo
por falta de propostas atuantes
e semelhantes. O discurso
se torno introspectivo e politicamente
insustentável.
PROPUESTAS CURATORIALES
¿Qué se entiende
por curaduría? ¿La
práctica curatorial
adquiere una orientación
precisa --un modelo estable-
en cada proyecto de gestión?
¿Desarrollaron experiencias
curatoriales compartidas?
¿Realizan proyectos
curatoriales multidisciplinares
o interdisciplinares? En este
sentido, nuevamente, ¿cómo
conceptualiza cada espacio
la figura del arte?
Helmut Batista: No caso de
CAPACETE, a curadoria é
um processo adquirido pela
contínua atividade.
O começo se desenha
pela simples atitude de querer
produzir projetos que de outro
modo não poderiam existir
pela falta de estrutura e
interesse dos outros mecanismos
de produção
(galerias, museus e instituições).
A continuidade e presença
obriga a situação
a atuar de forma mais precisa
e exige uma definição
que chamamos de curadoria.
O CAPACETE até ha dois
anos atrás, não
havia feito projetos que se
definem com curadorias, pois
os projetos realizados nada
mais eram que propostas que
passam por canais de interesse
pessoal com reflexão
ao meu próprio trajeto
como artista. Desde 2001 com
a participação
junto ao Festival de Cinema,
o CAPACETE tem tido esta função
de organizador e curador pois
estava aquí se inserindo
em outro organismo cultural
que já existia há
muito tempo. A exigência
que esta situação
impõem, me leva a crer
que podemos definir a atuação
de certos projetos como “curadorias”
pois implicam na responsabilidade
de um trajeto precorrido que
necessita de discurso que
transcende as próprias
obras em questionamento. Desde
então, o CAPACETE vem
atuando e buscando parcerias
curatoriais em diversas formas,
seja esta com o próprio
festival, a escola de cinema
Darcy Ribeiro onde tem um
espaço físico
de mostra, ou com convites
a outros curadores. A multidisciplinaridade
e interdiscplinaridade é
um resultado automático
disto..
PODER, POLITICA, PUBLICO
¿Cómo entiende
cada proyecto de gestión
los conceptos de “poder”
y “política”?
¿Qué postura
asume en la relación
centro-periferia (concepto
en sentido amplio)? ¿Es
sostenible este modelo binario?
¿Se inauguran alternativas
políticas con la constitución
de un proyecto de gestión?
¿Cómo se relaciona
cada uno con el orden social?
¿Cómo se describe
en cada caso ese orden social?
¿Qué idea se
tiene del rol y las características
del público?
Helmut Batista: Acredito
que o conceito de poder e
de política se cria
através da sua inserção
da continuidade. Através
de sua atividade contínua
que podemos realmente definir
sua intensidade política
e atravís desta sua
concepção de
poder. Não acredito
que possamos definir-nos antes
de uma prática. A própria
prática ha de definir
este conceito. Fica claro
que entendo nosso objetivo
como espaço destinto
a este conceito. Acredito
que através destas
mesmas premissas basicas (da
continuidade) criamos também
um diálogo centro-periferia,
uma vez que qualquer atuação
neste sentido da produção
cultural independente gere
mecanismos dependentes desta
mesma periferia. O diálogo
que daí emerge e para
nos ainda muito virgem e arcedito
que ele possa se tornar mais
intenso com estratégias
bem direcionadas. Acho que
fica dificil definir nossa
atuação politico/social
visto do nosso próprio
prisma.
A cidade do Rio de Janeiro
vive um momento onde definiçao
politica e social está
em plena disolução.
Atuar como espaço independente
num ambiente tão complexo
e apolítico é
um afronto a si próprio.
FINANCIACION
¿Cómo articula
cada proyecto de gestión,
en lo que respecta a la financiación,
la relación con el
poder económico y político
(empresas, instituciones culturales
públicas o privadas,
galerías, coleccionismo,
gobierno, etc.)? ¿Cómo
se elaboran ideológicamente
estas relaciones?
Helmut Batista: O espaço
CAPACETE passou por diversas
transformações
nos seus 5 anos de existência.
Do apartamento que durou dois
anos ate o espaço dentro
da escola de cinema Darcy
Ribeiro no centro do Rio de
Janeiro que ocupa agora, foram
ao todo 4 situações
de localizaçoes diferentes.
A própria história
do CAPACETE acaba por influenciar
a sequência destes fatores.
Nosso primerio mecanismo de
sustento financeiro (ainda
como espaço Agora/CAPACETE)
foi através de sócios
investidores que através
de mensalidades em troca de
edições de artistas
possibilitaram a viabilização
de um orçamanto mínimo
para a existência de
sua programação.
Após isto, e com a
separação do
AGORA/CAPACETE, o CAPACETE
se projeta para a colaboração
com diversas outras entidades
e organismos (festival de
cinema e escola de cinema
Darcy Ribeiro). Em 2002 o
CAPACETE recebe uma bolsa
da fundação
canadense Daniel Langlois
para o produção
de eventos no ano de 2003.
Ate então o CAPACETE
nunca vendeu uma obra e nem
pretende seguir este caminho
comercial pois acredita que
isto possa inviabelizar sua
atividade como organismo sem
fins lucrativos. Sua atividade
em relação a
outras galerias e instituições
e de colaboração
para diversos eventos ligados
diretamente aos artistas envolvidos.
O CAPACETE se intende como
instigador do trabalho do
artista e pretende funcionar
como um agenciador de certas
formas de linguagens artísticas.
PRODUCCIÓN ARTÍSTICA
Y MODOS DE CIRCULACIÓN
GLOBALES
¿Cómo se organiza
teóricamente y cómo
acciona cada proyecto de gestión
respecto de la producción
artística y los modos
de circulación globales?
¿Qué propuestas
críticas se elaboran?
¿Qué objetivos
se persiguen en el intercambio
/ colaboración con
artistas e instituciones de
otros países? ¿Se
fomenta la inserción
de la producción local
en un ámbito global?
¿En qué sentido?
¿Qué sentido
tiene?
Helmut Batista: Desde o início
o CAPACETE incentivou o intercâmbio
com artistas de outros paises.
Sua agenda de produção
e praticamente equilibrada
entre artistas nacionais (jovens)
e artistas internacionais.
Acredito que esta agenda internacional
seja um caminho necessário
e enriquecedor para quebrar
o gelo de um discurso muito
auto-centrado como se tem
observado na cidade do Rio
de Janeiro. Para manter a
agenda internacional colaboramos
com diversas entidades, galerias
e instituiçoes internacionais
que viabelizam as produções.
Desde 2000 abrimos também
uma residência de artista
em conjunto com o governo
francés, e desde 2003
em conjunto com a organização
finlândesa HIAP, que
permite a artistas internacionais
receberem bolsas para projetos
no Rio de Janeiro. Outra atuação
em forma de intercâmbio
sao bolsas para artistas que
conseguimos desenvolver com
outras organizações
sendo a GASWORKS de Londres
a mais recente. Nesta colaboração
serao produzidos 5 catálogos
de artistas e 3 bolsas para
londres e 2 para artistas
ingleses aquí no Rio
de Janeiro.
ARTE CONTEMPORANEO E HISTORIA
¿Cómo interactúa
cada proyecto de gestión
con la tradición artística
del contexto en el que se
desarrolla? ¿Cómo
interactúa con la tradición
del arte contemporáneo
internacional (europeo-estadounidense)
y global (mundo descentrado)?
¿Qué se entiende,
en cada caso, por tradición
artística? ¿Existe
tal tradición? ¿Se
propone una revisión
de las tradiciones establecidas?
Helmut Batista: Este e uma
discussão a ser desenvolvida
por historiadores e críticos
de arte. Não acredito
muito em tradiçao artística
num mundo globalizado. Muito
pelo contrário, acho
extremamente perigoso falar
em tradição
artística pois cria
uma discusão auto-centrada
que não se relaciona
com nossa era de movimento
de massas, etc.
CONTEXTO LOCAL
¿Cuál es la
situación actual de
la producción artística
local? ¿Cuál
es el compromiso de los artistas
en el sostenimiento y desarrollo
de cada proyecto de gestión?
¿Existen redes de convenios
locales no financieros, entre
proyectos de gestión
afines? ¿Con otras
instituciones? ¿Con
el Estado? ¿Qué
consecuencias trajo la colaboración
con otras instituciones?
Helmut Batista: A situação
artistica do Rio de Janeiro
e muito instigante e rica.
A cidade do Rio de Janeiro
com sua peculiar situação
socio-geográfica e
uma fonte sem fim para projetos
e questionamentos sobre cultura
contemporânea. Dentro
do contexto do espaço,
tentamos incentivar que o
artista participe o mais possível
de todo o processo de produção.
É claro que isto muda
muito de projeto em projeto
e de artista em artista. Ha
alguns anos tem tido muita
iniciativas em desenvolver
diversos projetos em ambitos
alternativos porém
sem durabilidade, tornando
tudo muito efêmero e
sem uma real construção
de memória. Isto tem
provocado um sistema muito
frágil e desorganizado
criando vacuos nos diversos
níveis de produção,
seja a nível institucional
ou privado.
POLITICAS DE PRENSA Y DIFUSION
¿Cuáles son
los canales usuales de difusión
de sus actividades? ¿Cómo
es la situación de
la prensa artística
local? ¿Hay medios
especializados?
¿Desarrollaron experiencias
no usuales para la difusión
de las actividades? ¿Cuál
fue el resultado? La dinámica
propia de un proyecto de gestión
independiente, e incluso la
incursión en nuevas
áreas de trabajo, ¿son
enunciados políticos
que se hacen públicos
mediante una estrategia de
prensa, o simplemente se deducen
por la difusión de
las actividades que representan
estas nuevas direcciones?
Helmut Batista: O CAPACETE
não tem tido muita
reação das mídias
locais. Talvez por falta de
uma estratégia direcionada
ou talvez também por
não acreditar que a
mídia atual e existente
convém as intenções
de sua própria atuação.
Acredito que e de extrema
importância que a mídia
so e benéfico se ela
mesmo tiver um conceito e
editores que entendam realmente
nossa pretensao. A mídia
por ela mesmo pode ter, deste
ponto de vista, um lado muito
mais destruitivo que produtivo.
Utilizamos nossa mala direta
email como vehiculo de divulgação,
não so por seu custo
baixo mas também pela
sua facil manutenção.
DESARROLLO EDITORIAL
¿Existe una política
de desarrollo editorial? Para
cada muestra o actividad,
¿se genera un contenido
teórico? ¿Se
publica? ¿Cada muestra
es acompañada de un
texto crítico? ¿Qué
áreas del pensamiento
intervienen en estos textos?
¿El público
en general accede a estos
textos?
Helmut Batista: Desde o começo
o CAPACETE produziu impressos
que traziam entrevistas com
os artistas em questão.
Esta iniciativa permanece
ate hoje. Com a separação
do espaço AGORA, o
CAPACETE lança seu
jornal PLANETA CAPACETE que
e uma publicação
trimestral e gratuita distribuída
em todo o país. Este
jornal possibilita uma divulgação
de outras temáticas
mais abrangentes e envolve
outros artistas, críticos
na sua elaboração.
O próprio jornal e
um vehículo de experimentação
editorial pois cada número
e desenhado e concebido por
um artista convidado.
FIGURAS JURIDICAS
¿Los proyectos de
gestión están
encuadrados dentro de una
figura jurídica? ¿Es
necesario? ¿Cumplen
con los requisitos legales
que implica ser parte de una
figura asociativa determinada?
¿Trajo algún
beneficio especial estar encuadrado
en esa figura? ¿Los
artistas forman parte de esta
asociación? ¿Y
el público? ¿Los
proyectos de gestión
son asociaciones sin fines
de lucro o asociaciones comerciales?
Helmut Batista: Até
então o CAPACETE era
um organsimo sem pessoa jurídica.
Desde julho 2003 passa a ser
um organismo sem fins lucrativos
devido a necessidade de trabalhar
com outras instituições
sem fins lucrativas. Para
seu futuro isto se tornou
imprecindível.
SEDE FISICA
¿Los proyectos de
gestión ocupan espacios
físicos a la calle?
¿Esto implica mayor
visibilidad? ¿Tienen
un horario restringido? ¿Es
de acceso libre y gratuito?
¿Es aconsejable que
el público no abone
una entrada?
Helmut Batista: Desde o começo
o CAPACETE ocupou diversos
locais, tanto como sede fixa
como para projetos específicos
de artistas. Desde 2003 ele
ocupa uma sede dentro da escola
de cinema Darcy Ribeiro que
lhe foi sedida gratuitamente
o que facilita o gerenciamento
financeiro. A questão
da sede fixa vem tornando-se
muito necessária, pois
após 5 anos de produçao
fica claro que o material
adiquirido e produzido so
pode se tornar mais acessível
ao público maior se
houver um acesso físico
melhor e mais regularizado.
Para tal temos horário
e uma programação
com continuidade.
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